Kauã vende doce num sinal desde os nove. Quem passa vê um menino trabalhando. Quem chega mais perto entende: cada trocado ali tem endereço.
A avó criou o Kauã sozinha, desde bebê. Foi mãe, foi pai, foi tudo. Trabalhou de diarista a vida inteira pra não faltar nada em casa.
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Faz um tempo a mão dela começou a tremer. O médico deu nome: Parkinson. Tem tratamento, remédio todo mês, e não pode parar — se parar, vai avançando.
Só que o tratamento é caro. E ela não consegue mais pegar faxina como antes. Aí a casa apertou de vez.
Kauã não pensou duas vezes. Passa o dia inteiro no sinal, com a caixa na mão, oferecendo doce de carro em carro. O que ele junta vira comida, vira conta de luz, vira cuidado.
Quero Contribuir
Mas um pedaço não é o tratamento inteiro. Por mais que ele ande o sinal do começo ao fim, todo mês sobra uma diferença que ele não alcança sozinho.
Essa é a parte que um menino de treze não deveria estar carregando no ombro.
A avó passou a vida inteira cuidando dele. Agora é ele quem tenta cuidar dela do jeitinho que dá, com o que treze anos podem fazer.
O botão aqui embaixo é onde tudo pode começar a mudar, sem depender apenas do Kauã.
QUEM SE JUNTOU
Contribuí aqui. Torço demais pra esse menino poder voltar a ser criança.
Passo nesse tipo de sinal todo dia e nunca parei pra pensar no que tem atrás da caixa. Fiz minha parte.
Minha mãe tem Parkinson. Sei o tamanho da conta do remédio todo mês. Participei.
Ela criou ele sozinha a vida toda. O mínimo é a gente estar junto agora.
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